A turma da professora Nikita | Autora: Mónica Campos | >>>
Bibliotecas Escolares | Agrupamento de Escolas Dr. Carlos Pinto Ferreira | Junqueira, Vila do Conde
24 abril 2013
22 abril 2013
23 de Abril | Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor #2
23 de Abril |
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2013 | Excerto da mensagem de
Irina Bokova, Directora-Geral da UNESCO [versões integrais - em língua inglesa
>>>
; em língua francesa >>>
; em língua espanhola >>>
]
«A UNESCO
celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor há dezassete anos.
Os Estados
membros da UNESCO celebram em todo o mundo o poder que os livros têm de unir as
pessoas e de transmitir a cultura dos povos e seus sonhos de um futuro melhor.
Este dia é a
oportunidade para se pensar a melhor maneira de divulgar a cultura escrita e de
permitir que todas as pessoas, homens, mulheres e crianças, tenham acesso a ela
graças à aprendizagem da leitura e ao apoio às profissões ligadas à edição e às
livrarias, bibliotecas e escolas. Os livros são nossos aliados na difusão da
educação, da ciência, da cultura e da informação em todo o mundo.
[…]
Este dia
também nos deve incitar a reflectir sobre as mutações do livro ao longo do
tempo e os valores intangíveis que nos devem guiar. O livro digital abre novas
oportunidades de acesso ao conhecimento pois tem um custo reduzido e é capaz de
cobrir vastos territórios. O livro tradicional continua a ser uma tecnologia
poderosa: não avaria, é portátil e continua a resistir à prova do tempo. Cada
livro, independentemente do seu formato ou suporte, é um precioso contributo
para a educação e para a divulgação da cultura e da informação. A diversidade
de livros e de conteúdos é uma fonte de enriquecimento que devemos apoiar com
políticas públicas adequadas e proteger da uniformização cultural. Esta bibliodiversidade
é a nossa riqueza comum e faz de cada livro muito mais do que um simples
objecto material: torna-o na mais bela invenção da Humanidade para partilhar
ideias para além das fronteiras do espaço e do tempo.»
[Fotografia: «Biblioteca Budista», Harald Weinländer, 1998 | UNESCO, ID: 30201654 >>> ]
23 de Abril | Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor #1
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2013 | Cartaz oficial da DGLAB [Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas] >>> | Nota informativa extraída do sítio web da DGLB - «O Dia Mundial do Livro é comemorado,
desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data
simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia
desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da
comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa
é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por
um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. [...] Este ano, a imagem da
DGLAB é da autoria de Gémeo Luís, ilustrador premiado e internacionalmente
conhecido.» >>> e >>>
18 abril 2013
Lusitânia no Bairro Latino | António Nobre
2
Georges! anda ver meu país de
Marinheiros,
O meu país das naus, de esquadras e
de frotas!
Oh as lanchas dos poveiros
A saírem a barra, entre ondas e
gaivotas!
Que estranho é!
Fincam o remo na água, até que o
remo torça,
À espera de maré,
Que não tarda aí, avista-se lá fora!
E quando a onda vem, fincando-a com
toda a forca,
Clamam todas à uma: «Agôra! agôra!
agôra!»
E, a pouco e pouco, as lanchas vão
saindo
(Às vezes, sabe Deus, para não mais
entrar…)
Que vista admirável! Que lindo! que
lindo!
Içam a vela, quando já têm mar:
Dá-lhes o Vento e todas, à porfia,
Lá vão soberbas, sob um céu sem
manchas,
Rosário de velas, que o vento
desfia,
A rezar, a rezar a Ladainha das Lanchas:
Senhora
Nagonia!
Olha, acolá!
Que linda vai com seu erro de ortografia…
Quem me dera ir lá!
Senhora
Daguarda!
(Ao leme vai o Mestre Zé da Leonor)
Parece uma gaivota: aponta-lhe a
espingarda
O caçador!
Senhora
d'ajuda!
Ora pro
nobis!
Caluda!
Semos probes!
Senhor dos
ramos
Istrella do
mar!
Cá bamos.
Parecem Nossa Senhora, a andar.
Senhora da
Luz!
Parece o Farol…
Maim de
Jesus!
É tal-qual ela, se lhe dá o Sol!
Senhor dos
Passos!
Sinhora da
Ora!
Águias a voar, pelo mar dentro dos
espaços
Parecem ermidas caiadas por fora…
Senhor dos
Navegantes!
Senhor de
Matuzinhos!
Os mestres ainda são os mesmos
d’antes:
Lá vai o Bernardo da Silva do Mar,
A mailos quatro filhinhos,
Vascos da Gama, que andam a ensaiar…
Senhora dos
aflitos!
Martyr São
Sebastião!
Ouvi os
nossos gritos!
Deus nos leve
pela mão!
Bamos em paz!
Ó lanchas, Deus vos leve pela mão!
Ide em paz!
Ainda lá vejo o Zé da Clara, os
Remelgados,
O Jeques, o Pardal, na Nam te perdes,
E das vagas, aos ritmos cadenciados,
As lanchas vão traçando, à flor das
águas verdes,
«As armas e os varões assinalados…»
Lá sai a derradeira!
Ainda agarra as que vão na
dianteira…
Como ela corre! com que força o
Vento a impele:
Bamos com
Deus!
Lanchas, ide com Deus! ide e voltai
com Ele
Por esse mar de Cristo…
Adeus! adeus! adeus!
Leituras | Alberto Caeiro, [Ao entardecer, debruçado pela janela,]
Leituras
| Alberto Caeiro, [Ao entardecer, debruçado pela janela,] | Lê Abílio Santos
Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...
11 abril 2013
Os Navegadores | Sophia de Mello Breyner Andresen
Eles habitam entre um mastro e o
vento.
Têm as mãos brancas de sal
E os ombros vermelhos de sol.
Os espantados peixes se aproximam
Com olhos de gelatina.
O mar manda florir seus roseirais de
espuma.
No oceano infinito
Estão detidos num barco
E o barco tem um destino
Que os astros altos indicam.
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