15 março 2013

A roupa do marinheiro | Vai de Roda e Uxía




Vai de Roda e Uxía | A roupa do marinheiro | Canção tradicional do Minho extraída do álbum «Polas Ondas» [1996] | Uxía - voz; Tentúgal - low-whistle, ponteira e percussões; Eduardo Coelho - guitarra portuguesa; Sérgio Ferreira - violino; Jorge Lira - gaita de foles; Cristina Martins - sintetizadores; Helena Soares - acordeão; Abílio Santos - viola braguesa.



A roupa do marinheiro

Não é lavada no rio,

É lavada no mar alto

À sombrinha do navio.


À sombrinha do navio,

À sombrinha do vapor,

Vai-te embora, marinheiro,

Que eu não sou o teu amor.


Que eu não sou o teu amor,

Que eu não sou o teu amor,

Que eu não como a figueira

Que dá fruto sem «felor».




Manhã | Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr Carlos Pinto Ferreira

Manhã | Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr Carlos Pinto Ferreira - Junqueira, Vila do Conde

14 março 2013

Blogues adentro | «Dias com árvores»


Dias com árvores | Autores: Paulo Ventura Araújo, Maria Pires de Carvalho | >>>


Semana da Leitura | Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr Carlos Pinto Ferreira


Semana da Leitura, 11 - 15 Março de 2013 | Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr Carlos Pinto Ferreira - Junqueira, Vila do Conde




Romance de Vila do Conde | José Régio



[…]
Vila do Conde espraiada
Entre pinhais, rio e mar!
— Lembra-me Vila do Conde,
Mais nada posso lembrar.

Bom cheirinho dos pinheiros…,
Sei de um que quase te vale:
É o cheiro da maresia,
— Sargaços, névoas e sal —
A que cheira toda a vila
Nas manhãs de temporal.
Ai mar de Vila do Conde,
Ai mar dos mares, meu mar!,
Se me não vens cá buscar,
Nenhum remédio me vale,
Nenhum remédio me vale,
Nem chega a remediar…

Abria, de manhãzinha,
As vidraças par em par.
Entrava o mar no meu quarto
Só pelo cheiro do ar.
Ia à praia, e via a espuma
Rolando pelo areal,
Espuma verde e amarela
Da noite de temporal!
Empurrada pelo vento,
Que em sonhos ouço ventar,
Ia à praia e via a espuma
Pelo areal a rolar…

Espuma verde e amarela
Das noites de temporal,
Quem te viu como eu te via,
Se te pudera olvidar!
E ai não me posso curar,
Nenhum remédio me vale,
Se te não tenho nos braços,
Se te não posso beijar…

Vila do Conde espraiada
Entre pinhais, rio e mar…
— Lembra-me Vila do Conde,
Passo a tarde a divagar…
[…]



12 março 2013

11M | 9.º aniversário dos atentados de Atocha [Madrid, Espanha]




La Oreja de Van Gogh | Jueves


Si fuera más guapa y un poco más lista
Si fuera especial, si fuera de revista
Tendría el valor de cruzar el vagón
Y preguntarte quién eres.

Te sientas en frente y ni te imaginas
Que llevo por ti mi falta más bonita.
Y al verte lanzar un bostezo al cristal
Se inundan mis pupilas.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro me hago pequeñita
Y me pongo a temblar

Y así pasan los días, de lunes a viernes
Como las golondrinas del poema de Bécquer
De estación a estación enfrente tú y yo
Va y viene el silencio.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro, me hago pequeñita
Y me pongo a temblar.

Y entonces ocurre, despiertan mis labios
Pronuncian tu nombre tartamudeando.
Supongo que piensas que chica más tonta
Y me quiero morir.

Pero el tiempo se para y te acercas diciendo
Yo no te conozco y ya te echaba de menos.
Cada mañana rechazo el directo
Y elijo este tren.

Y ya estamos llegando, mi vida ha cambiado
Un día especial este once de marzo.
Me tomas la mano, llegamos a un túnel
Que apaga la luz.

Te encuentro la cara, gracias a mis manos.
Me vuelvo valiente y te beso en los labios.
Dices que me quieres y yo te regalo
El último soplo de mi corazón.


07 março 2013

Semana da Leitura | Maresia


Maresia : brevíssima antologia do mar em poesia e em prosa | Semana da Leitura 2013 | Uma co-produção da Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos, do Departamento Curricular de Línguas e do Departamento Curricular de Expressões da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr Carlos Pinto Ferreira para a Semana da Leitura, 11 – 15 de Março de 2013

Mar Português | Fernando Pessoa

Ilustrações de Tânia Meira [n.º 23 - 8.º B], Inês Válega [n.º 9 - 8.º B] e Telma Costa [n.º 1 - 8.º A]



Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Lusitânia | Sophia de Mello Breyner Andresen



Os que avançam de frente para o mar 
E nele enterram como aguda faca
A proa negra dos seus barcos 
Vivem de pouco pão e de luar.